Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




A blogosfera na política

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 28.07.09

Mais umpost magnífico do Tempo Que Passa, Amores de Verão... Hoje no DN, uma breve análise da blogosfera na política.

 

Termina assim, de forma poética:

Também neste espaço, a mensagem é mais importante do que o 'medium' e os navegadores solitários resistirão, sobretudo se compreenderem que, nesta resistência da cidadania, não basta emitir, é mais importante dar e receber, interactivamente.

 

 

publicado às 09:30

Ironias da vida...

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 22.07.09

Tenho pensado muito nisto, que o que parece nem sempre corresponde ao que parece... 

Apesar de ter sempre sentido o olhar comiserado de muitos com quem interagi digamos assim, situando-me no plano da mais absoluta ingenuidade, tenho verificado que afinal quem mais se considera realista, observador atento, se deixa iludir e alienar por discursos sedutores.

Isto tem-me dado um prazer muito especial. Bem sei que todos se podem enganar, como direito universal de se ser humano, mas... gosto de saborear a ironia da coisa...

Atribuírem-me a ingenuidade por assuntos prosaicos da vida terrena e caírem na musiquinha da linguagem do poder? 

 

Sempre desconfiei de discursos generosos, sobretudo quando a generosidade corresponde apenas a utilizar os recursos alheios. No fundo o que estes políticos pretendem: convencer-nos que sabem melhor do que qualquer um gerir os recursos de todos, gerir o que esmifram ao contribuinte. 

Pois, o contribuinte se ainda possui algum bom senso, deve recordar o que passou nestes quatro anos e meio, e comparar essa realidade com o discurso sedutor actual.

Devemos, a meu ver, fazer sempre o teste da realidade. Sempre.

 

  

publicado às 10:47

Uma nova consciência e o desenho do futuro

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 19.07.09

Talvez seja mesmo lirismo meu acreditar na consciência dos mais responsáveis nas sociedades ocidentais, quando o seu comportamento deixa tanto a desejar em termos de maturidade (e já nem vou mais longe na minha análise).

 

Em muitas HARD TALKS a que já assisti no bbc world news tenho observado que a maturidade e o bom senso nem sempre são qualidades dos mais responsáveis. Dizem as maiores barbaridades com o ar mais cândido deste mundo. E mesmo daqueles que esperávamos alguma maturidade, Céus!, é um balde de água fria. Por vezes, é precisamente de países de onde menos se espera, refiro-me a países fora da comunidade ocidental, que surge a voz de uma nova consciência e uma atitude mais responsável. De onde se poderá concluir que o desenho do futuro não tem geografia.

 

Mesmo que tenha vislumbrado o desenho do futuro, pequenas comunidades relativamente autónomas e interdependentes, células interligadas e que se alimentam mutuamente de forma inteligente, sei que essa é uma estrutura muito mais difícil de construir porque implica uma nova consciência, maturidade e responsabilidade, e não apenas dos responsáveis, de todos os seus elementos.

 

Mas esse desenho do futuro é um tecido muito mais forte do que o que actualmente se prepara, com fracturas sociais, assimetrias, oásis e desertos, privilegiados e escravos, que mais cedo ou mais tarde trará violência e caos.

 

Por isso me agradou tanto a mais recente orientação filosófica do Papa Bento XVI. Trata-se dessa nova consciência. É uma orientação fundamental, para a sobrevivência e sustentabilidade da vida como a conhecemos.

 

Foi do Tempo Que Passa que retirei este breve texto:

 

"Quem tem como norma a Cosmopolis, ou o Estado de Direito Universal, a que Kant chamou paz pelo direito, ou república universal, como sempre tenho defendido neste blogue, exagerando até ao eventual remar contra a maré, não pode deixar de reparar na grande notícia de hoje. O Papa Bento XVI emitiu a encíclica 'Caritas in Veritate', onde pode ler-se: é 'urgente que seja criada uma verdadeira autoridade política mundial'. Uma tal 'autoridade política mundial' constituiria um 'grau superior de organização à escala internacional de tipo subsidiário para o governo de mundializaçãoe deveria também proceder a um desejável desarmamento integral, garantir a segurança alimentar, assegurar a protecção do ambiente e regular os fluxos migratórios'".

 

 

publicado às 14:26

Este post baseia-se na história resumida de uma mulher, Vandana Shiva, que li recentemente numa crónica de José Vítor Malheiros, no P2 do Público de 26 de Junho: Vandana Shiva: a vida acima do lucro.

 

Na página vemos a fotografia de uma mulher sorridente num campo muito verde, com a raíz de uma planta entre as mãos. E a crónica começa assim:

 

"Vandana Shiva acordou para o activismo ecologista com o movimento Chipko, no início dos anos 70, quando tinha pouco mais de vinte anos, na sua província natal de Uttarakhand, no norte da Índia à sombra dos Himalaias.

Lembram-se de ouvir falar dos tree huggers, daqueles amantes da natureza que gostam de abraçar as árvores? ... a expressão vem de muito antes, desse movimento Chipko, nascido no séc. XVIII, na aldeia de Khejarli, no distrito de Jodhpur, na Índia, quamdo 360 adoradores da Natureza, liderados por uma mulher, Amrita Devi, tentaram evitar o abate de árvores que a sua comunidade considerava sagradas, protegendo-as com os seus corpos, e sucumbiram sob o machado dos lenhadores."

 

Aqui parei para retomar o fôlego. A Índia fascina-me, vi todas as séries e filmes sobre esse país contraditório, e li alguns textos mitológicos e poéticos, mas há sempre tanto sangue a jorrar nas suas histórias...

Continuando:

 

"Nos anos 70, na senda da acção de Amrita Devi, as mulheres de Uttarakhand fizeram a mesma coisa, também para evitar a destruição das suas florestas comunitárias, desta vez sob as serras do Departamento de Florestas estatal, ...

No seu livro Staying alive Vandana Shiva escreve que foi com o movimento Chipko que descobriu que havia 'dois paradigmas de florestação: um que preserva e promove a vida, outro que destrói a vida." Haveria de descobrir a mesma coisa para a agricultura em geral. ...'

Vandana Shiva, hoje com 56 anos, formou-se em física nuclear ... e doutorou-se em física quântica no Canadá, na Universidade de Western Ontario, ... Mas, a dada altura, ... começou a ter dúvidas sobre o papel que a ciência representava e devia representar na sociedadee no progresso humano."

 

Nova paragem para retomar fôlego. Aqui o texto introduz uma ideia de Vandana Shiva que me impressionou: 'A Índia tinha a terceira maior comunidade científica do mundo, mas éramos um dos países mais pobres do planeta. Ora, a ciência e a tecnologia em princípio, deviam criar riqueza, reduzir a pobreza. O que é que não estava a funcionar?'

 

"A pergunta levou-a a lançar-se no estudo das relações entre ciência, tecnologia, ambiente e sociedade e a interessar-se pela gestão e pelas políticas públicas e desviou de forma definitiva o deu trajecto para as questões da agricultura, da alimentação e para o activismo ecologista, quando descobriu 'que a ciência e a tecnologia dominantes apenas serviam os interesses dos poderosos.'

Em 1982, fundou a Research Foundation for Science, Technology and Ecology, uma organização dedicada ao estudo do papel da ciência e da tecnologia em defesa do interesse público, que viria em 1991 a dar lugar ao movimento Navdanya - onde hoje leva a cabo as suas múltiplas actividades.

O Navdanya é muitas coisas ao mesmo tempo. É um movimento de defesa da biodiversidade e de promoção da agricultura biológica, que já converteu mais de 60.000 agricultores para esta prática. É uma associação de 70.000 agricultores e das suas famílias. É um movimento de defesa da agricultura tradicional e de experimentação de técnicas naturais de cultivo. É uma organização de espécies vegetais autóctones de diversas regiões e de sementes tradicionais, responsável pela conservação de centenas e centenas de espécies de cereias, legumes, oleaginosas, esp´cies, condimentos, plantas aromáticas, flores e frutos, plantas ornamentais, madeira e plantas medicinais. É uma rede de bancos comunitários de sementes que se estende por 13 dos estados da Índia. É um organismo de formação para a agricultura sustentável, que já formou mais de 200.000 agricultores e que organiza seminários locais e cursos internacionais. E é parte do movimento internacional Slow Food, que promove a gastronomia tradicional. ..."

 

Breve pausa para retomar o fôlego. A partir daqui o lado B da realidade, quando há grandes interesses financeiros envolvidos, das "grandes empresas globais", "a agricultura industrial, a sobreexploração e a erosão das terras, as monoculturas que arruinaram o terceiro mundo, a intoxicação de solos e espécies vegetais e animais por pesticidas, a manipulação genética de espécies vegetais e sobretudo as patentes sobre sementes" (esta é a mais perversa de todas).

"... Vandana Shiva defende que [estas grandes empresas globais] estão a pauperizar rapidamente os camponeses da Índia - e de outras regiões do mundo - e a provocar novas epidemias de fome."

De todas os predadores que já observei estes espéciemens ultrapassam tudo! Por isso estou perfeitamente em sintonia com esta posição militante de Vandana Shiva: "... as grandes empresas de sementes são 'os novos piratas' dos tempos modernos, que em nome do 'comércio livre' roubam os países pobres do seu capital agrícola, do seu capital genético e dos seus conhecimentos e que depois registam as patentes das novas sementes, transformando os agricultores pobres , de dignos produtores de alimentos, em compradores de sementes, condenando-os à escravidão e à fome, se não à morte."

 

Aqui "a morte refere-se não apenas à fome", mas "a suicídios" (calcula-se que "de 1997 até hoje" já teriam sido 25.000) das "dívidas acumuladas e à frustação". Facto negado pelo próprio governo, pelo que percebi.

 

"... 'Nós combatemos a pirataria do saber do terceiro mundo', escrevia Vandana Shiva  num artigo de opinião publicado em 2003 no The Guardian britânico. 'A biopirataria - a prática através da qual uma corporação patenteia formas de vida e processos e afirma que les são 'invenções' suas - custa aos países em desenvolvimento 60.000 milhões de dólares por ano (...). Estas patentes também transformam o direito funadamental dos agricultores a trocar semnetes num crime, pois as sementes são agora 'propriedade intelectual' das corporações."

 

Não admira que "o combate a estas patentes - aos chamados TRIPS (Trade Related Intellectual Prpperty Rights) "seja a mais viva de todas as campanhas do Navdanya. 'Nós defendemos que os acordos sobre os TRIPS violam frontalmente os direitos humanos e em particular o acesso à alimentação e à saúde, conferindo direitos monopolísticos ilimitados a corporações nos domínios da saúde e da agricultura', afirma no mesmo artigo."

"... Vandana Shiva já participou numa dúzia de documentários sobre todos estes temas e já escreveu uma vintena de livros onde defende estas ideias que, segundo nos diz numa conversa telefónica, já estão a ganhar raízes no mundo. 'Sabe, as ideias e as práticas são como as sementes. ... E nós já ganhámos. Já ganhámos porque já vencemos o monopólio, já vencemos a monocultura. ... Basta um camponês estar fora do monopólio para já não haver monopólio. Depois é uma comunidade. E nós já somos muitas comunidades. Os desafios são grandes mas já estamos a ganhar. As pessoas estão a acordar."

 

Dá tanto trabalho construir o desenho do futuro... Esta mulher extraordinária dedica-lhe a vida há mais de trinta anos.

 

 

publicado às 11:33

O texto fundamental que nos devia inspirar e unir

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 12.07.09

Achei esta ideia do IDP (Instituto da Democracia Portuguesa) brilhante, a abertura à participação do cidadão comum na elaboração de um texto fundamental que nos deve reger a todos, o país: um projecto de uma nova Constituição.

Senti logo desde o início que não podia participar num projecto tão ambicioso, mas não sabia explicar porquê. Afinal não lancei eu aqui análises e sugestões sobre a nossa vida colectiva?

 

Foi só ao ler estes dois posts magníficos de José Adelino Maltez, Constituição 2.0 e Constituição 2.0 II, essa voz que tantas vezes me lembra vozes de um século bem mais livre e romântico (excepto para as mulheres, claro, mas isso é outra conversa...) do que o séc. XX e mesmo do que este estranho início de XXI... como estava a dizer, foi só quando li estes dois posts no Tempo Que Passa que percebi porque não me sentia apta a participar no projecto.

 

Foi quando li estas frases que percebi que este texto fundamental é do plano da poesia, dos direitos de cidadania, uma relação de confiança, um "contrato social" verdadeiro e honesto. Aqui vai:

 

1  ... a melhor forma de cumprirmos a ideia de constituição passa por não termos a mania das grandezas de pormos em código rígido o próprio dever-ser comunitário, muito à maneira britânica.

...Claro que deve haver leis fundamentais do pacto de constituição. Mas este deve ser inferior ao pacto de união, a matriz de qualquer contrato social.

4   Ai do povo se se deixar prender pelos constitucionalistas, por mais geniais que estes sejam. Aliás, mesmos as leis fundamentais nem deviam ser escritas por engenheiros de conceitos, como normalmente são os juristas formados por estes seminários do regime que vamos tendo. Deveriam ser os poetas a escrever as sucessivas actas das cortes de Lamego que deveríamos reassumir…

5  ... o pacto de governo ou de sujeição deve estar sujeito a um pacto de constituição, mas este é inferior ao pacto de união, ao “original compact” de Locke, e este último só os poetas da pátria o conseguem decifrar… 

 

 

publicado às 01:07

Árvores de Portugal

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 06.07.09

 

Sabiam que existe uma Associação Árvores de Portugal?

 

E que em breve teremos uma Página Árvores de Portugal?

É isso que eu gosto nestas visitas à Quinta do Sargaçal: trago sempre imensas novidades.

E esta história, deliciosa, sobre algumas árvores monumentais...?

 

 

Dois dias depois: Descobri na Livraria da Quinta do Sargaçal (Amazon) este livro The Gardens of Portugal.

 

publicado às 16:33

A ficção nacional e a propaganda governamental

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 02.07.09

A propaganda governamental a tentar manter a ficção nacional. Se fosse um filme, colocá-lo-ia aí pelos anos 30. Um Pregador em cima de um palanque, sim, vi recentemente um filme que me lembra este discurso de propaganda governamental. Situava-se precisamente nos anos 30 (o título já me vai surgir...)

 

Alguém acredita que há consolidação orçamental?

Alguém acredita que há dinheiro para manter esta megalomania socialista? E que haverá condições para continuar a alimentar esta máquina estatal?

Com um país falido e empobrecido? Com o contribuinte liofilizado e desmoralizado? E que vai ainda ter de pagar do seu bolso os buracos das grandes fraudes financeiras? Assim como os erros de gestão deste governo? O tempo perdido? As opções erradas?

 

Olhando para o país actualmente, que mais parece um estado novo reeditado, com ricos e pobres, com grandes negociatas protegidas e as pequenas empresas falidas, alguém acredita que este é um socialismo democrático?

 

Cá para mim o buraco é tão grande que os socialistas já não o conseguirão esconder por muito mais tempo. E que haverá ainda muitas histórias por contar bem escondidas em gavetas.

E não é só o buraco e as histórias mal contadas, é a destruição do que ainda se mantinha de pé: a confiança nas instituições-chave do nosso colectivo.

 

Pois é, em breve o cidadão comum irá ter de escolher e nessa escolha estará de facto a esperança de uma viabilidade para o país. Que a sua escolha não será nada facilitada pela ficção nacional e a propaganda governamental, já vimos. Nas televisões, nos jornais, aí está a máquina publicitária a funcionar em pleno! E nos estudos pseudo-científicos e nas sondagens encomendadas.

 

 

 

Dois dias depois: Do Tempo que Passa, de José Adelino Maltez, dois posts sobre o "estado a que chegámos". Um e outro revelam-nos uma fotografia amarelecida e pouco nítida de um país entre a tragédia e a comédia.

 

 

 

publicado às 15:34

Outro verão quente?

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 01.07.09

A quadriga rosa a relinchar, de freios nos dentes, há tanto tempo na linha de partida que já nem as palas os acalmam! Ao seu redor várias pilecas soltas por aí a perfilar-se. Tudo a postos para o verão quente, ao nível do programa em que são experts. Como diriam os americanos (ou serão os marcianos?) vai ser muito mud-launching (numa primeira fase, até ao início da campanha), mud-spreading (numa segunda fase, depois do sinal de partida) e mud-spinning (numa terceira fase, durante a corrida). Já estamos na primeira fase, portanto.

 

A quadriga laranja ainda discreta, a estudar o terreno. A ver os cascos, estão seguros?, a esfregar um ou outro puro-sangue e a refrear um ou outro com o sangue na guelra, não vá estragar horas e horas de treino duro nos campos poeirentos. Sim, a quadriga laranja ainda bem lembrada do pó que comeu estes últimos anos. E agora a preparar um toldo improvisado não apenas para garantir alguma sombra que o verão vai apertar, mas para segurar alguma da lama lançada dali do lado, da quadriga rosa.

 

A quadriga da estrelinha a disfarçar muito bem ter sido inflaccionada nas apostas, isto porque tem conseguido que os seus alazões mais fogosos não relinchem e sapateiem como lhes pede a sua verdadeira natureza! Lá se têm aguentado como podem, com a ajuda dos freios nos dentes e das palas tão convenientes.

 

A quadriga vermelha está sempre preparada para estas corridas. Sem surpresas de maior que a possa afligir, a não ser vir a ser de novo ultrapassada ali pela quadriga da estrelinha. É uma quadriga pro nestas andanças, não há que ver! Monta e desmonta o apoio de retaguarda de forma metódica e tem a vantagem de estar sempre a treinar. 

 

A quadriga azul e amarela ganhou um certo fôlego na última corrida, pois ficou bem à frente das expectativas. Participar em corridas é a sua especialidade! Escolhe o sangue na guelra, com pedalada para aguentar o ritmo, e continua a arriscar nas apostas.

 

 

publicado às 09:43


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D